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Diversos erros no Novo Testamento? (Parte 2)

Por: Cleiton Gomes e Lucas Toledo 


Como prometido, nessa segunda parte do estudo iremos colocar mais 30 questões respondidas. Vamos lá:


SUPOSTA CONTRADIÇÃO


31 - o espírito santo, segundo o cristianismo, é uma pessoa Divina, que apareceu no batismo de Jesus em forma de ave, uma pomba (Mateus 1:16; João 1:32); mas Paulo escreveu que a Divindade não pode ser transformada em algo semelhante a aves (Romanos 1:23);


Resposta: Não fazemos parte do Cristianismo, mesmo assim iremos responder essa pergunta que tenta ameaçar a credibilidade daquilo que os discípulos de Yeshua escreveram. Vamos lá. No texto de Mateus o ETERNO aparece para João por meio de uma visão, como uma pomba, razão pela qual João foi o único a dizer que viu aquela cena com seus próprios olhos (João 1: 32-34). E em se tratando do ensino de Paulo, ele estava falando sobre atos de idolatria, onde as pessoas desenharam imagens e começaram a cultuá-las, pois acreditavam que elas representavam as coisas celestiais aqui na terra. Por isso o texto diz:


"Mudaram a majestade de D'us incorruptível em representações e figuras de homem corruptível, de aves, quadrúpedes e répteis." (Romanos 1:23). 


SUPOSTA CONTRADIÇÃO


32- A profecia diz que o Messias reinará em Israel – Miquéias 5:2; Jesus disse que seu reino não era deste mundo – João 18:36;


Resposta: O Reino do Messias consiste em reinar na Nova Jerusalém, que é uma cidade celestial. Sabemos que a Nova Jerusalém vai descer dos céus após o Messias retornar ao mundo (Apocalipse 3: 12). Isso significa que o reino do Messias ainda estava nos céus na época em que ele esteve presente fisicamente com os seus discípulos, mas durante o seu retorno a este mundo a Nova Jerusalém também vai descer para cá. Significa que o Messias vai reinar eternamente neste mundo junto com os eleitos, e cumprirá a profecia que fala que os justos morarão na terra para sempre (Salmos 37: 9,11,22, 29). 


SUPOSTA CONTRADIÇÃO


33 - Jesus, ao que parece, não pode ser confirmado, em sua genealogia, como filho de um só pai, pois, enquanto Mateus (1:6,7) diz que ele é descendente de Salomão, Lucas diz que ele é descendente de Natan, irmão de Salomão, ambos filho de David (Lucas 3:31-32);


Resposta: A própria literatura judaica confirma que Natan morreu sem deixar descendentes, mas sua mulher ficou viva. Salomão cumpriu a lei do levirato e se casou com ela, dando-lhe um descendente. E esse filho que ela teve também é considerado filho de Natan, pois a Torá o instruiu a fazer desta maneira para não apagar a memória daquele personagem. Por isso que Yeshua é considerado parte da genealogia de Natan e também da de Salomão. Para informações mais completas sobre este caso em específico, clique AQUI  



SUPOSTA CONTRADIÇÃO


34 - Nos dias de Jesus, o Povo de Israel estava dominado pelos romanos – o que contradiz, caso ele fosse o Messias, o que predito em Jeremias 23:4,5: “Nos seus dias, Judá será salvo e Israel habitará seguro”. 


Resposta: A literatura judaica ensina que se Israel fosse merecedor, o Messias viria sobre as nuvens dos céus. Mas se fosse indigno, o Messias viria montado sobre um jumentinho (Talmud, Sanhedrin 98a). Sabemos que Yeshua veio pela primeira vez montado em um jumentinho, para que pudesse ensinar o seu povo a andar no bom caminho. Somente no futuro é que as pessoas serão dignas de receber o Messias vindo sobre as nuvens dos céus, e então este dito de Jeremias irá se cumprir. 


SUPOSTA CONTRADIÇÃO


35 - Maria não é apresentada como descendente de David, mas apenas José (Lucas 2:4, 5), o que leva a incerteza se Jesus é descendente de David, o que já anula qualquer perspectiva messiânica;


Resposta: A genealogia de Mateus fala a respeito de dois homens que são chamados de José, um é o pai de Maria e o outro é o marido dela. Em Mateus 1:16 em aramaico iremos encontrar a expressão "gabrah", que significa "pai" e "marido". Ali está falando do Pai de Maria. No verso 19 foi usada a expressão "baal" que significa  "marido". Não faria sentido se referir ao mesmo personagem usando duas expressões diferentes dentro do mesmo contexto. 


Sabendo que o José mencionado no verso 16 é o pai de Maria e ele é descendente de Judá (Mateus 1: 2-16), então Maria também era descendente da tribo de Judá. E sabendo que existem dois personagens com o nome de José, isso significa que o avô de Maria era chamado de Jacó (Mateus 1: 16) e o sogro dela, que era o pai de seu marido, o nome dele era Heli (Lucas 3: 23). Daí, já se resolveu mais uma suposta contradição sobre "quem seria o pai de José". 



SUPOSTA CONTRADIÇÃO


36 - Jesus disse que os gentios seriam seus assassinos (Lucas 18:31-33); depois, diz que seriam os judeus que o matariam (Lucas 20:13, 14);


Resposta: Todos têm uma parcela de culpa, uma vez que foram os sacerdotes que entregaram o Messias nas mãos dos gentios (os romanos). Logo, não existe contradição. 



SUPOSTA CONTRADIÇÃO 


37 - João escreveu que os soldados romanos pregaram Jesus na cruz (João 19:23), mas Pedro disse que foram os judeus que pregaram a Jesus na cruz e o mataram (Atos 2:23; 5:30);


Resposta: A afirmação de Pedro no sentido de "pregar o Messias" foi usada para demonstrar que eles (os judeus que participaram da acusação contra Yeshua) tinham uma parcela de culpa naquele ato da rejeição de Yeshua, por isso foi dito "mataste ele pelas mãos de injustos". Se nota claramente que os judeus (sem generalizar) "não mataram o Messias usando suas próprias mãos". 



SUPOSTA CONTRADIÇÃO


38 - Paulo ensinou que a ressurreição de Jesus é a base da salvação (1 Coríntios 15:12-19); mas, discordando, antes, Jesus ensinou que a ressurreição não é base para a salvação, mas, sim, a obediência a Moisés e aos Profetas de Israel (Lucas 16:27-31);


Resposta: Todo judeu sabe que a Torá não foi dada para salvar, portanto, quem é a base da salvação é o Messias. Depois de nos salvar é que o Messias nos ensina a praticar os mandamentos da Torá, para que possamos permanecer dentro da graça, para que sejamos protegidos das trevas. A Torá é uma cerca de proteção que nos protege das trevas. Quem viver dentro dessa cerca estará protegido, mas quem viver fora dela estará em perigo. 


SUPOSTA CONTRADIÇÃO


39 - A Torah diz que o Profeta Prometido por D-us seria semelhante a Moisés (Devarim 18:15-19); mas Paulo (se ele for o escritor de Hebreus) diz que Jesus não é semelhante a Moisés, mas muito superior a ele (Hebreus 3:1-6);


Resposta: Ser semelhante a alguém não significa que deve ser igual em todos os sentidos. Significa apenas que ele iria fazer os mesmos feitos que Moisés, mas se tratando do Messias, os próprios judeus concordam que ele seria maior que Moisés, confira: "... o Messias é o profeta tal como é dito no Midrash do versículo: ‘Eis que o meu servo prosperará’ (Isaías 52:13). (...) Moisés, pelos milagres que ele fez, trouxe uma única nação para a adoração de Deus, mas o Messias atrairá TODOS os povos para a adoração de Deus". (Rabino Levi Ben Gershon (RALBAG), séc XIV). 


Assim sendo, a assertiva dos discípulos de Yeshua é compatível com o entendimento rabínico. 


SUPOSTA CONTRADIÇÃO


40 - O Eterno disse que nunca um Rei se levantaria com maior glória e sabedoria do Shlomoh (Salomão) (1 Reis 3:13; 2 Crônicas 1:12); mas, Jesus, que não negou ser pretenso rei (João 18:33-37; Mateus 27:11), disse que ele era maior do que Salomão (Mateus 12:42);


Resposta: O ETERNO falou que nenhum outro homem seria semelhante a Salomão  naquela época em que ele vivia, durante a existência dele. Contudo, até os próprios rabinos entendem que a sabedoria do Messias é imensa, que é capaz de revelar segredos até então ocultos, confira: "... Como qualquer erudito, Mashiach tem o direito de revelar percepções da Torá adquiridas não profeticamente, mas por dedução. A grandeza do Mashiach, no entanto, estará em seu esclarecimento dos assuntos até então ocultos.” (Os Dias de Mashiach, Menachem M. Brod, página 146).


Ademais, O Messias é a própria sabedoria, de modo que ele já existia antes mesmo de Salomão, mas que nunca havia demonstrado sua sabedoria entre os homens como um poderoso rei fazendo guerra. Logo, dizer que a sabedoria do Messias é maior que a de Salomão não contradiz em nada o pensamento judaico.


SUPOSTA CONTRADIÇÃO


41 - Paulo ensinava que as obras não salvam, só a fé (Efésios 2:8, 9); no entanto, Tiago o contesta, dizendo que a fé sem obras não salva (Tiago 2:14-26);


Resposta: É conhecido dos judeus que o ETERNO salva o ser humano através de sua chesed (graça/misericórdia). Todavia, aquele que não depositar sua emuná (confiança/ fé) na graça de Elohim, não terá boas obras e não mudará a sua forma de viver. Veja Abraão, ele foi salvo pela graça, mesmo assim depositou a sua confiança (emuná) no Altíssimo. Isso significa que Paulo e Tiago não estão se anulando, mas sim se completando. Por isso foi dito "pela graça sois salvos, por meio da fé". 


No conceito judaico a emuná não é um conceito abstrato onde "basta crer". Pelo contrário, se trata de uma ação concreta, daí se entende que "o crer vem sempre acompanhado de obedecer". Por isso que a fé sem obras é morta. Quando Paulo fala de fé, automaticamente ele também já está falando das obras que a acompanham. Porém, parece que Paulo condena as obras, mas que obras são essas? São as "obras da lei", que eram regras rabínicas que eram contrárias às Escrituras. Para mais detalhes sobre as obras da lei, clique AQUI.  


SUPOSTA CONTRADIÇÃO


42 - Paulo conhecia o Sumo Sacerdote, que lhe dera cartas de recomendação (Atos 9:1, 2); mais tarde, Paulo mente, ao dizer que não conhecia o Sumo Sacerdote, pois, pela sua posição social e religiosa, decerto o continuaria conhecendo, ainda que tivesse sido substituído (Atos 23:1-5);


Resposta: Quando Paulo começou a perseguição contra os discípulos de Yeshua, o Sumo Sacerdote daquele ano ainda era Caifás (João 11: 49), então foi para este personagem que Paulo pediu cartas para ir até Damasco. Mas quando Paulo é ameaçado em Atos 23, o Sumo Sacerdote daquele ano era Ananias. Era natural que Paulo dissesse que não sabia que aquele personagem era o Sumo-Sacerdote naquele ano, pois muito tempo já havia se passado (mais de 10 anos) e suas preocupações maiores não eram para saber quem era ou não o sacerdote naquele ano. Sua preocupação no momento estava totalmente vinculada ao ato de levar as boas novas para as outras nações. 


SUPOSTA CONTRADIÇÃO


43 - Jesus incentivou os discípulos a se armarem de espadas, pois fazer uma revolução seria o objetivo de sua vinda à Terra (Lucas 22:36; Mateus 10:34); depois, vendo inútil a ação armada de seus discípulos, em seu favor, proíbe o uso de espadas (Mateus 26:51-56);


Resposta: Em Mateus 10:34 O Messias não estava dizendo que veio para criar uma guerra armada contra algum império, apenas ensinando sobre a profecia de Miquéias, que trata de uma guerra espiritual. Para entender corretamente o significado "da espada do Messias", clique AQUI. Lucas 22:36 também não ensina que eles deveriam comprar "espadas" no sentido literal, e sim que seus discípulos deveriam ficar preparados espiritualmente para as guerras espirituais. A espada simboliza a palavra de Elohim e é ela que os discípulos deveriam adquirir para se proteger. Assim sendo, não há contradição alguma com o episódio onde Pedro é repreendido por ter cortado a orelha de Malco. 



SUPOSTA CONTRADIÇÃO


44 - Jesus disse que, dos alimentos que ingerimos, nada vai ao coração, mas vai tudo para os intestinos e dali para o esgoto (Marcos 7:18, 19); discordando, corretamente, Paulo pregava que, dos alimentos que ingerimos algo vai para o coração, em forma de sangue, evidentemente (Atos 14:17);


Resposta: Embora Yeshua estivesse travando um debate sobre a questão do alimento, por um momento ele saiu da proposta de falar da comida no campo material e entrou no campo espiritual. Ele fala que a comida não é o responsável por contaminar a mente, que é simbolizada neste texto como sendo "o coração". O coração aqui não é o órgão bombeador de sangue e sim o intelecto das pessoas. E quando Paulo fala sobre o coração, se refere ao órgão bombeador de sangue mesmo. Portanto, não há contradição já que esses dois personagens estavam falando de duas coisas diferentes. 



SUPOSTA CONTRADIÇÃO


45 - Isaías predisse que o Servo do Eterno não seria destruído até estabelecer a Justiça na Terra (Isaías 42:4); Jesus, a quem os cristão aplicam essa profecia, morreu e a Justiça não foi estabelecida na Terra;


Resposta: A justiça foi aplicada na terra, pois trazer a justiça ao mundo é ensinar a Torá de uma forma mais elevada e fazer com que as pessoas pratiquem os mandamentos com sinceridade no coração, por isso o texto diz que as ilhas aguardam pela Torá do Messias. Ao fazer a pergunta acima, o autor confundiu a justiça no ato de ensinar as pessoas a caminhar de acordo com a Torá com a justiça que será aplicada naqueles que se recusaram a praticar a Torá, ou seja, se trata do juízo final. 


SUPOSTA CONTRADIÇÃO


46 - Jesus disse que o ensino dos escribas e fariseus era correto e deveria ser obedecido (Mateus 23:1-3); mas ensinou que seus discípulos deveriam ser mais justos que os escribas e fariseus (Mateus 5:20), e condenou a obediência dos fariseus às Mitzvot (Lucas 18: 9-14);


Resposta: Os próprios judeus, que são sinceros e estudam a história dos fariseus, entendem que entre os fariseus existia aquele "grupinho" que eram considerados por muitos outros judeus como sendo "hipócritas". Ou seja, não eram todos os fariseus que eram hipócritas, pois muitos tinham excelentes ensinos. É por isso que Yeshua diz para aprender com os fariseus (Mateus 23:1-2). Mas o Messias também sabia que existiam falsos irmãos entre os fariseus, por isso, disse que "não era para seguir o exemplo deles", daquele grupinho (Mateus 23: 13-36). É para ser melhor que aqueles que eram hipócritas que Yeshua diz que a justiça deles (dos discípulos) deveria ser superior (Mateus 5: 17-19). A mesma coisa acontece no citado livro de Lucas, episódio em que o Messias se põe contra aqueles que eram hipócritas cheios de egoísmo. 



SUPOSTA CONTRADIÇÃO


47 - Jesus declarou-se “manso e humilde de coração” (mateus 11:29); mas chamou uma gentia de cadela (Mateus 15:21-27) e usou um chicote de cordas para expulsar pessoas do Templo (João 2:13-16);


Resposta: O próprio ETERNO comparou seres humanos como se fossem animais (Daniel, capítulo 7; Atos, capítulo 10). Logo, esta não era uma forma ofensiva de falar com as pessoas, pois tanto judeus como gentios foram comparados a animais pelo próprio ETERNO. Assim, quando vamos ao episódio onde Yeshua compara aquela mulher a um animal, estava apenas dizendo que ela não era digna de receber "o pão que era para ser dado apenas aos filhos", e fez isso apenas para testar a fé dela. E após a mulher demonstrar um ato imenso de fé e humildade no coração, o Messias aceitou ela como sendo digna de comer do alimento que era dos filhos. Ademais, Yeshua nunca desprezou os gentios, pelo contrário, vemos nos Evangelhos que ele falou com uma samaritana, quando ninguém dava o devido valor a ela (João 4:1-30). Ele também curou o empregado do centurião romano e elogiou a sua fé (Mateus 8:5-11; Lucas 7:1-10), etc. 


E mais: O Messias não bateu nas pessoas com o "chicote" que ele improvisou naquele momento, mas tão somente espantou os animais com aquele objeto. As pessoas se afastaram dali porque o mestre estava derrubando as mesas e outros objetos. Naquele momento, o Messias estava combatendo a desonestidade nos negócios, ele estava defendendo o padrão de compras e vendas exigidos na Torá. Para mais detalhes sobre este episódio de Mateus 21, clique AQUI.  


SUPOSTA CONTRADIÇÃO


48 - Jesus ensinou a não usar-se palavras insultosas aos irmãos (Mateus 5:22), o que ele não fazia (Mateus 23:13, 15, 16, 17, 24, 27, 33; João 8:44);


Resposta: Ao chamar alguns dos fariseus de hipócritas, o Messias estava apenas ressaltando algo que muitos outros também falavam sobre aquele determinado grupo de fariseus. Falar da forma como Yeshua falava não era entendido como um pecado da língua (Lashon Hará), pois todos os profetas falavam daquela mesma maneira quando estavam denunciando o pecado. Eles falaram como quem tinha autoridade celestial para denunciar atos de pecado e hipocrisia, e eles realmente tinham essa autoridade. 



SUPOSTA CONTRADIÇÃO


49 - Jesus disse que ao Satan que só D-us deveria ser adorado (Mateus 4:10); ensinou que o verdadeiro adorador adora apenas o Pai (João 4:23); mas consentiu em ser adorado e não repreendeu seus adoradores (João 9:38; Mateus 8:2; 9:18), algo que os anjos não aceitam (Apocalipse 19:10) e Jesus, mesmo sendo menor do que os anjos, aceitou (Hebreus 2:9). 


Resposta: A maioria das pessoas se esquece que Yeshua também era um homem de carne e ossos, e como muitos estudiosos dizem "não é a carne humana de Yeshua que deve ser adorada, e sim o Espírito dele, tendo em vista que o Espírito do Messias é o Espírito do próprio ETERNO". Daí, dizer que Yeshua recebeu adoração seria no sentido de que as pessoas adoravam o Espírito que estava nele e não a sua carne que estava sendo adorada. Também é simples de entender que, já que a carne não deveria ser adorada, podia ser reverenciada. Ou seja, as pessoas poderiam muito bem prestar homenagem à carne, da mesma maneira que faziam muitas outras pessoas quando prestavam homenagem a alguém (vide, por exemplo: Atos 10: 25).


Eis o entendimento rabínico sobre o sentido de que não devemos adorar a carne humana de Yeshua:


O Rabino ortodoxo Isaac Lichtenstein (1824 a 1906), disse: 


Estes amigos de Israel [discípulos de Yeshua] não têm o desejo de nos afastar do único Elohim, nosso Pai, mas de nos trazer o MASHIACH, aquele em quem YHWH habita, e que apareceu para a redenção de nosso povo; e também nele estão a Fé, a Esperança e o Amor, estes três poderes celestiais que são as artérias do verdadeiro Judaísmo”.


O Rabino Húngaro Leopold Hoffman Cohn (1862 a 1937), disse:


Agora, este é o conceito de Elohim sobre a pessoa do Messias. Esta é a razão pela qual os seguidores do Senhor Yeshua HaMashiach, tanto judeus quanto gentios, adoram-no. Eles creem que a Palavra de Elohim é a verdade e uma vez que a Palavra o chama de YHWH, Ele deve ser adorado, não como carne ou sangue, mas como o Elohim de Israel que se revelou a nós nesta forma”. (in “Do Christians worship three Gods?”, páginas 5 e 22). 


Também vemos a mesma assertiva de que o Espírito do ETERNO é o Espírito do Messias, registrado no Midrash Rabá, confira: “O Espírito de Elohim mencionado em Bereshit (Gn 1:2) é o Espírito do Mashiach.” (Midrash Rabá, Vayikrá XIV, I)



SUPOSTA CONTRADIÇÃO



50 - A ascensão de Jesus teria ocorrido na Galiléia, onde proferira suas últimas ordens (Mateus 28:16-20; Marcos 16:7, 19); não, Lucas discorda, a ascensão ocorreu em Betânia, perto de Jerusalém, onde morava o discípulo amado, Lázaro (Lucas 24:50-52; João 11:1, 3, 36);


Resposta: Quando Yeshua manda seus discípulos irem para a Galiléia, diz isso não porque a sua ascensão seria naquele lugar. Na verdade, aquele tempo ali ainda está dentro do período de quarenta dias em que o Messias esteve presente com eles antes de ascender aos céus (Atos 1: 3). Digamos que ali seria o dia 40 e o Messias só ascendeu aos céus no dia 41, dando bastante tempo para ele ter ido para outra região. 


A ascensão não aconteceu na Galileia e nenhum dos discípulos falaram isso. A bem da verdade é que o Messias ascendeu aos céus exatamente como João escreveu. Ainda que a ascensão seja citada nos outros evangelhos, não significa que eles estavam dizendo que o Messias subiu aos céus daquele lugar (lá na Galileia). Eles fizeram apenas menção daquele acontecimento. 


SUPOSTA CONTRADIÇÃO


51 - Jesus aprendeu a obediência pelo sofrimento, diz Paulo (Hebreus 5:8); Jesus discorda, afirmando que a obediência deve ser motivada pelo amor (João 15:10);


Resposta: O sofrimento e a morte do Messias estava todo motivado pelo amor (João 3: 16; 10:18; 15:13). Ele aperfeiçoou ainda mais o seu amor por meio do sofrimento. Confira o pensamento rabínico nesse mesmo sentido:


Isto era uma ideia relativa ao Messias bastante familiar ao Judaísmo rabínico, a saber: um homem perfeitamente justo que não apenas cumpre os mandamentos, mas também através do sofrimento expia pelos pecados do passado, e este excessivo sofrimento do justo é para o benefício dos outros”. (Emil Schürer, The History of the Jewish People in the Age of Jesus Christ (175 B.C – 135 A.D)). 



SUPOSTA CONTRADIÇÃO


52 - Jesus orou pela unidade de seus seguidores (João 17:20-22); mas Paulo acreditava que há benefício na existência de divisões, como historicamente o cristianismo tem se apresentado, com inúmeras seitas e ensinos contraditórios;


Resposta: Não há contradição entre esses personagens, pois há que existir uma unidade de fé entre os irmãos. Todavia, sempre cresce o joio no meio do trigo, e o joio deve se crescer para que seja retirado daquele meio. É por isso que Paulo fala que era necessário que houvesse discussões, para que os verdadeiros servos de Elohim viesse a  demonstrar que eles são verdadeiros naquilo que fazem, enquanto que outros "apenas posam de ovelhas santas", sendo que o coração das mesmas estão em trevas.


SUPOSTA CONTRADIÇÃO


53 - Paulo escreveu que os mistérios de D-us foram revelados ou esclarecidos para que os gentios pudessem ser salvos (Romanos 16:25, 26); mas Pedro entendia que Paulo realmente escreveu coisas de difícil entendimento até para ele (2 Pedro 3:15, 16);


Resposta: A revelação das Escrituras somente é dada para aqueles que se permitem aprender. Não adianta tentar ensinar alguém que não quer ser ajudado. O que Pedro estava falando é que muitos estavam com os olhos espirituais fechados por causa da dureza do coração deles, por isso não entendiam as revelações escritas por Paulo.  O apóstolo Pedro entendia perfeitamente os escritos de Paulo, apenas declarou que havia outros que não entendiam a revelação por não serem pessoas dedicadas no verdadeiro aprendizado. Clique AQUI para saber mais sobre este episódio. 


SUPOSTA CONTRADIÇÃO


54 - Jesus disse que todas as coisas do Pai eram suas igualmente (João 16:15; 17:10); mas ele é apresentado como vindo novamente à Terra não como legítimo proprietário de tudo e de todos, mas como um ladrão que vem roubar (Apocalipse 16:15; Lucas 24:43, 44);


Resposta: Ao dizer que "vem como um ladrão" o Messias não estava dizendo que vem para roubar alguma coisa (pois tudo já é dele/ Colossenses 1:15-16), mas apenas ensinando que "muitos não estarão atentos para os sinais que apontam para o retorno dele". E Paulo explica que aqueles que não sabem que a chegada do Messias está próxima é porque estão em trevas. Ou seja, somente os que estão em trevas é que não conseguem enxergar os sinais que apontam o retorno do Mestre (1ª Tessalonicenses 5: 2-8), por isso, o grande dia do retorno seria inesperado para eles ("como um ladrão de noite"). 


SUPOSTA CONTRADIÇÃO


55 - O Salmo 119:98 ensina que os judeus podem ser mais sábios do que seus professores, pelo estudo da Torah; Jesus, porém, apesar de apresentar-se como “Senhor e Mestre” (João 13:13), entende que seus seguidores são uma hoste de ignorantes, porque as pessoas do mundo são mais sábias que seus seguidores, que devem, concordemente, considerar-se inúteis (Lucas 16:8; 17:10);


Resposta: Na verdade, o ensinamento de Yeshua é o mesmo do salmista. Ao dizer que os filhos das trevas são mais prudentes que os filhos da luz, ao Yeshua dar essa bronca em seus discípulos, ele estava utilizando a psicologia reversa para dizer que eles deveriam se esforçar para ser ainda mais prudentes que os filhos das trevas. Ensinando assim, os discípulos iriam procurar ser pessoas ainda mais elevadas espiritualmente. 


SUPOSTA CONTRADIÇÃO


56 - Embora Judas, que era um dos “Doze” (Lucas 22:47), já tivesse morrido antes da morte de Jesus (Mateus 27:3-5), Paulo diz que Jesus, ao ressuscitar, apareceu a ele e demais apóstolos, os “Doze” (1 Coríntios 15:5);


Resposta: Quando Paulo ensina que Yeshua apareceu aos "Doze" depois da sua ressurreição, ele não estava dizendo que Judas ainda estava vivo quando isso aconteceu e nem dizendo que Matias já era contado como sendo apóstolo. Isso se dá por causa de um fato histórico e cultural, nos quais se entendia que o número original de um grupo deveria ser preservado independente se os membros do grupo fossem menores depois de um tempo. Originalmente eles eram "os doze", e mesmo que duas pessoas saíssem do grupo, o grupo ainda permaneceria sendo chamado de "os doze". Logo, isso não é uma contradição e sim Paulo levando em conta o costume existente em sua época.  


SUPOSTA CONTRADIÇÃO 


57 - Mateus diz que os principais sacerdotes compraram um campo com as 30 moedas devolvidas por Judas (Mateus 27:5-8); Pedro discorda do relato de Mateus e diz que foi Judas quem comprara o mesmo campo (Atos 1:16-18);


Resposta: Os textos falam de campos diferentes. O primeiro foi comprado pelos sacerdotes com o dinheiro que Judas devolveu para eles. O segundo campo foi comprado pelo próprio Judas, que costumava roubar da bolsa dos outros discípulos. Clique AQUI para saber mais sobre Judas iscariotes. 



SUPOSTA CONTRADIÇÃO


58 - O Evangelho de Mateus declara que Judas morreu enforcado (Mateus 27:5); mas Pedro afirma que o traidor jogou-se de cabeça para baixo e se arrebentou, derramando seus intestinos (Atos 1:18);


Resposta: Na resposta ao questionamento 57 deixamos um link que contém a resposta para essa pergunta. Volte lá e clique no lugar indicado. 


SUPOSTA CONTRADIÇÃO


59 - A expectativa de Zacarias, pai de João Batista, era que o Messias libertaria Israel de seus inimigos romanos (Lucas 1:68-75); mas tanto Jesus como Paulo inventaram a libertação do pecado (João 8:31-36; Romanos 7:22), ao passo que a profecia de Isaías diz que o Redentor virá aos que já se afastaram dos pecados (Isaías 59:20);


Resposta: Todos os estudiosos da Torá aguardam o Messias porque ele deveria ensinar o povo a ser santo, de modo a internalizar a Torá no coração deles e eles aprendessem a como gerar bons frutos. Se todo o povo de Israel fosse absolutamente santo em todas as épocas, a promessa para um Messias nunca deveria ter sido dada. Isso quer dizer que não deveria haver a existência de profecias messiânicas e nem de um Messias. 


O Messias veio a primeira vez para libertar o povo dos pecados deles (conforme Isaías 53), mas voltará segunda vez para reinar sobre aqueles que se afastaram dos pecados (Isaías 59: 20; Hebreus 9: 28).


SUPOSTA CONTRADIÇÃO 


60 - Paulo escreveu que a morte reinou desde Adão até Mosheh (Romanos 5:14); depois, porém, escreveu que a morte existirá, reinando, até ser destruída como último inimigo da humanidade (1 Coríntios 15:26). 


Resposta: Não existe contradição nenhuma aqui, pois Paulo não disse que a morte já tinha sido aniquilada no tempo de Moisés. Por isso ele diz que existe um tempo certo para ela ser aniquilada no futuro. 


Chegamos ao fim. Esperamos que todos possam ter compreendido as respostas. Caso tenha alguma objeção, deixe seu comentário logo abaixo e iremos conversar com você.  No mais, apenas dizemos: 



Seja iluminado!!! 



Clique AQUI para ler a primeira parte deste estudo.







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